E eu lembro de quando a gente andava por aí, de mãos dadas, apenas aproveitando o momento. Às vezes, era fim de tarde, às vezes, depois ou durante uma tempestade de verão. Mas, foi no outono que tudo marcou. Foi naquele outono que pensei que havia encontrado minha metade, me sentia completa; feliz.
Às vezes fazia um friozinho gostoso; às vezes nosso almoço era um salgado e uma garrafinha de Coca-Cola; às vezes, nos refugiámos num cantinho, o nosso cantinho, e por mais simples que as coisas fossem, ainda estão vívidas em minha mente. Ainda dói a saudade.
Sua imagem de super-herói caía conforme as lágrimas de meus olhos rolavam pelo meu rosto. Não sabia explicar o que estava sentindo e nem o que estou sentindo. Foi assim, durante 2 anos: eu te via como aquele que era meu protetor, aquele que me dava colo e me fazia esquecer de tudo. Aquele que lutou para mostrar que era diferente, e eu acreditei ser diferente… agora, tudo isso estava indo, evaporando, como as lágrimas que caíam tão dolorosas. Palavras que feriram minha confiança, que me deixaram com um pé atrás. Mas… eu sempre te amei tanto, eu te amo tanto… e a única pergunta que me vinha a cabeça era “por quê?”. EU não consegui acreditar, aliás, eu acreditava inteiramente, uma menina boba com recém 18 anos completados. E agora? Amar você sempre foi a melhor coisa que havia me ocorrido e ninguém nunca soube o que você fez comigo e com meu coração. Sempre foi você e mais ninguém, nenhum único desejo, ou um único olhar em direção oposta. Sempre você. Tudo por você. Agora dói.Eu quero esquecer, virar a página e continuar sempre como fomos, como acreditei que fossemos. E junto quando você diz que tá com saudades, meu único desejo é que não solte minha mão, que não corte o único fio de confiança que sobrou, ainda sou aquela que precisa de colo para se proteger das incertezas do mundo…








